A inversão da dependência
Até o início dos anos 2000, a grandes gravadoras mantinham seus artistas acorrentados a contratos absurdos , extorquindo o que quisessem de seu cast. Às vezes, os compositores, para ter seu nome divulgado pela gravadora, cedia em até 100 % dos seus direitos autorais em contratos de edição que não lhes rendia nada num primeiro momento. O sonho de todo artista era lançar seu disco por uma “major”, que tinha o poder da distribuição, da difusão e o peso do “jabá”.
Não é segredo e nem novidade que a internet estraçalhou com esse poder das “grandes”. Hoje em dia qualquer artista pode divulgar e vender seus discos ou músicas avulsas sem precisar de uma gravadora por trás. Cada um negocia como quer.
O termo “independente” caiu em desuso?
Para se manter, as grandes gravadoras estão mudando o foco de sua venda. Anteriormente vendiam discos, imagens, vinculadas às músicas. Hoje, são obrigadas, além de produzir seu artista, a vender o seu show. É bem verdade que as majors faturam comissões em participações nos cachets. Mas são obrigadas a manter um tipo de profissional que antes não era bem visto pelas gravadoras: o empresário do artista.
Qual o futuro dessas companhias de discos? E os pequenos selos, terão fôlego para se manter na rede? É interessante para o artista administrar seu próprio selo?
